Polícia prende nove suspeitos de assalto a banco em Criciúma

Delegacia é escoltada por viaturas das policiais Civil e Militar(Foto: Reprodução/Bárbara Barbosa)

Os três suspeitos presos na divisa entre os estados foram conduzidos até a delegacia de polícia de Araranguá, próxima a Criciúma, e a investigação está sendo feita pelas autoridades catarinenses. Com esses indivíduos foram encontrados R$ 49.000. Um deles foi identificado por testemunhas, que afirmam sua participação no aluguel da casa em Morrinhos do Sul.

Os homens presos em São Leopoldo foram levados ao Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil, na capital gaúcha. Eles foram detidos depois de uma interceptação, realizada pela Polícia Rodoviária Federal, de um veículo HB20. Os suspeitos têm 30 e 44 anos e, segundo documento de identificação, são naturais de São Paulo. Com eles foram encontrados a quantia de R$ 8.100.

As investigações da polícia indicam que o veículo da marca Hyundai foi usado como batedor e trouxe os demais carros usados no assalto. A Polícia Civil do Rio Grande do Sul lavrou o flagrante por participação em organização criminosa e coautoria no roubo de Criciúma. Os suspeitos chamaram seus defensores e preferiram ficar em silêncio. Na manhã desta quinta (3), os presos foram conduzidos para Santa Catarina. O judiciário catarinense ainda não decretou a prisão preventiva desses dois suspeitos.

A investigação está sendo feita pelas autoridades policiais de Santa Cataria com apoio de forças do Rio Grande do Sul. Os esforços são da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Brigada Militar, Gaeco e IGP. 

Além dos oito suspeitos encontrados no Rio grande do Sul, uma mulher com munições de fuzil e detonadores de explosivos foi presa em São Paulo, após uma denúncia. Com as informações recebidas, agentes do 25º Distrito Policial foram até uma casa no bairro Jardim Reimberg onde encontraram os cartuchos de fuzil calibre 7,62 mm – cartucho também utilizado no assalto – carregadores de pistola calibre 9mm, cocaína, 10 telefones celulares, um porta fuzil e uma caixa com espoletas para acionar os explosivos. A polícia investiga o caso para estabelecer relações com o assalto em Criciúma. 

Galpão usado pelos assaltantes

A polícia também encontrou um galpão utilizado pelos assaltantes na madrugada do crime em Içara, cidade localizada a 9km de Criciúma. Segundo a PM, o local foi utilizado para pintar os carros usados pelos criminosos no assalto. A suspeita é de que os assaltantes saíram do galpão em direção ao 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM) em Criciúma. O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local para fazer a perícia.

Como foi o assalto

Conforme a polícia, cerca de 30 homens encapuzados atuaram no assalto à agência bancária. A ação teve início no fim da noite de segunda (30), por volta das 23h50min, e se estendeu ao longo da madrugada de terça.

Os criminosos provocaram incêndios, bloquearam ruas e acessos à cidade, atiraram contra o BPM e usaram pessoas como escudos – a polícia estima que entre 10 e 15 pessoas foram feitas reféns, seis delas funcionários do Departamento de Trânsito e Transporte (DTT) de Criciúma que pintavam faixas nas ruas da cidade.

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